. Muito obrigado pela visita .


Disse um dos gémeos: Aqui tens um naco de poesia, se ainda valer a pena!

Homessa! A transgressão vale sempre a pena! – respondeu o outro.

— Uma nova Simbiose foi publicada no botão “Motes do Autor” —

Notícia

Todos os anos organizamos o concurso “Simbioses – Brincando com as Palavras”.
Se pretende concorrer, leia com cuidado o que se segue.
Quase no fim da página lhe direi como deve enviar os seus trabalhos.
A Simbiose premiada no concurso de 2018
Siga-nos no Facebook


Sobre a Simbiose

Em 1979, este formato poético, então inédito, foi distinguido com o Prémio “Revelação” de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores.

O trabalho premiado foi publicado pela Editora Arcádia, Lisboa (Coleção Licorne), em 1980, com prefácio de Alberto Pimenta, um dos elementos do júri do concurso.

Embora fora do mercado por encerramento da editora, está disponível aqui.

Uma das Simbioses deste conjunto está ilustrada num vídeo sensacional.

Antes de passarmos ao essencial,
vejamos como surgiu a ideia que fez de mim um poeta simbiótico:

Portanto, uma Simbiose parte sempre de uma frase que funciona como mote.
Este mote pode ser:

1) Da autoria do próprio poeta simbiótico.

2) Uma sentença de uma pessoa famosa.

3) Um verso de outro poeta.

4) Congeminado por este método bastante divertido.

Enfim, a escolha do mote fica ao critério do autor.

Considerando esse mote, algumas partes das palavras que o compõem (letras isoladas, agrupadas em sílabas ou não) são usadas para gerar outra palavra.

Essa nova palavra é sempre o início de uma das linhas do poema.

Sigamos o exemplo de uma Simbiose cujo mote é “A capacidade de repartir”:

Agora, atenção:

A primeira sílaba da palavra capacidade foi “retirada” para formar o termo Cabemos, início da primeira linha.

A segunda sílaba (pa) foi usada para formar o termo Parece,
início da segunda linha.

A quarta sílaba (da) foi aplicada na formação do termo Dar,
início da terceira linha.

As restantes sílabas da palavra capacidade (ci e de), por não terem sido usadas, ficam arrumadas à esquerda e não participam na leitura do corpo do poema.

O mesmo processo se aplica às restantes palavras do mote.

O poeta simbiótico, é claro, não é “obrigado” a usar sílabas. Pode usar:

1) Apenas uma letra, como em algumas linhas da Simbiose ganhadora do Concurso “Brincando com as Palavras” 2017.

2) Um conjunto de letras que não formam uma sílaba, como na última linha desta Simbiose.

3) Uma palavra inteira, como na quarta linha desta Simbiose.

Fundamental é o seguinte:
o mote tem de ser legível, “descendo” pelas letras a azul:

Usar duas cores contrastantes, como no exemplo apresentado, pode ser útil.

Para reforçar o entendimento, convém ver o vídeo abaixo. Ele mostra claramente o movimento das letras saindo no mote para formar as linhas da Simbiose.

Repescando o nome do concurso Simbioses — Brincando com as Palavras — todas as brincadeiras são possíveis… exceto:

1) As letras/sílabas/partículas arrumadas à esquerda, têm de estar presentes, sob pena de o mote não poder ser “reconstruído” durante a leitura na vertical.

2) Inserir um verso em que não participa nenhuma letra, sílaba, partícula ou palavra inteira do mote. Por exemplo:

Alguns trabalhos enviados para o concurso “Brincando com as Palavras” têm sido rejeitados não falharem nestes pontos.

Isto é o que há a dizer sobre a parte formal do poema. O essencial, porém, não é a forma; essa está previamente estabelecida e é válida em todas as circunstâncias.O essencial é o conteúdo, pois é nele que se aprecia a inspiração (e se imagina a transpiração) do autor:

Quanto ao rimar ou não rimar, fica ao critério do poeta simbiótico.

……………………………………………………………………………………………..

Se pretende participar no concurso Brincando com as Palavras/2019,
aqui tem o resto da informação

……………………………………………………..

Para terminar:

Quando se usam todas as letras das palavras do mote de uma forma sequencial, deixa de ser uma Simbiose e passa a ser um acróstico.
Abaixo, um exemplo sobre um tema interessante:


Informação adicional

Após a publicação de “Simbioses”, ainda em 1980, associando-me às comemorações do 4º centenário da morte de Luís Camões, compus as SEIS RESPOSTAS A CAMÕES. Aqui, o mote das Simbioses foi o primeiro verso de seis dos mais conhecidos sonetos do autor de OS LUSÍADAS. Alguns estão no botão “Motes alheios“.

Uma longa pausa decorreu então na produção e desenvolvimento desta forma poética: só em 1993, doze anos depois, compus OS 12 ESTADOS DO SER. Neste caso, os doze signos astrológicos foram descritos com uma Simbiose. A obra foi publicada pela editora brasileira “Nova Fronteira”. Veja o botão “Motes astrológicos“.

Depois de outra pausa, desta vez ainda mais longa, conclui, em 2014, OS PILARES DA LUCIDEZ: um conjunto de 80 Simbioses, cujos motes são os conceitos-chave das 80 lâminas do Tarot de Anura – uma das valências do SISTEMA ANURA, criado em colaboração com Esmeralda Rios. Veja o botão “Tarot de Anura“.

Também em 2014, o processo é retomado com “Motes do autor“.

Muito obrigado pelo seu interesse.

Vitorino de Sousa