Se fazes birra, do Mago Rei não receberás mirra

Sempre que chega o Natal é sempre bom matar saudades dos Reis Magos, embora Reis decerto não fossem. Quanto a serem Magos, vá lá saber-se. Seja como for, a gente gosta. Por isso, repete.

Aqui, porém – e como seria de esperar – a coisa é um bocadinho diferente: em vez de três, é só um e é designado por Mago Rei, porque fica mais bonito. Quanto ao resto, o meu maior desejo é que não te revejas no que está escrito na segunda quadra. Seria grave por andares por aí a disseminar a hipocrisia. Ou seja, a fazeres uma coisa e a dizeres que és outra. 

Outras simbioses escritas com motes do autor

 

Peçam e ser-vos-á dado

O mote desta Simbiose é uma frase bíblica, alegadamente proferida por uma figura muito conhecida do Cristianismo.

Este poema poderia ter participado na divulgação de um livro fundamental A Arte da (Co)Criação. Mas não participou. Contudo a relação entre o poema e o livro é óbvia.

Ilustração em vídeo com a voz do autor.

Uma pergunta que talvez lhe apeteça fazer sobre o que acabou de ler:

– Porque é que a pessoa que “pouco vê”, não sabe “o que deve ser respeitado”?

A pessoa “vê” pouco porque a sua consciência terrena não tem a capacidade de aceder às várias dimensões da Terra. É como estar a espreitar pelo buraco de uma fechadura; só vê uma pequena parte do que podia ser visto. Logo, não tem percepção da complexidade do sistema. Essa pessoa até pode respeitar os códigos da vida na Terra, porque são os únicos que conhece, mas não pode considerar os códigos das outras dimensões. Todavia, são eles que têm uma função decisiva no “envio” do que foi pedido.

Ao longo dos tempos nunca foi perceptível que “o que é dado”, parte de um plano diferente daquele de onde parte “o que é pedido”. O “pedinte”, por não ter consciência de onde parte a resposta, esquece-se de que ela chega num “idioma” diferente daquele em que foi feito o pedido. Por isso, a resposta corre o risco de não ser reconhecida.

Veja aqui outros poemas cujos motes são frase proferidas por figuras históricas.

As peganhentas…

Dedicatória:

Esta Simbiose é para aquelas pessoas que julgam que, “por estarem na espiritualidade” vão encontrar só gente decente e confiável. Puro engano: o esterco do mundo espiritual é igual ao dos outros mundos. As moscas é que são outras!

Ingénuas…

Esclarecimento:

Esta composição foi inspirada naquelas criaturas do sexo feminino que vivem noutro mundo, porque têm uma gigantesca dificuldade em viver neste com os pés no chão.

Claro que esta situação, que custa imenso sofrimento, é aplicável, também, às criaturas dos género masculino.

O texto, ensopado em compaixão, é o mais sério possível; o vídeo procura desanuviar a situação.