12) Peixes

 

. Nesta página .

– Simbiose sobre o 12º signo do zodíaco 
– O mesmo arquétipo descrito em prosa
– Simbiose de transição de Peixes para Carneiro

Este poema — que pode guardar e oferecer — na voz de uma pisciana

Versão em prosa

Eu sou o Inspirado Missionário. Sou quem perturba e assusta devido à neblina com que esbato os contornos, à falta de clareza e à sensação de encantamento que promovo. Comigo andam a decepção e a ingenuidade, o idealismo, a distorção da realidade e a fantasia. O meu reino é o das profundezas do mar, onde tudo é ambíguo e sem barreiras, onde as formas se misturam e confundem. Perante a fealdade do quotidiano, quem quer que me identifique é tentado a refugiar-se no mundo dos sonhos e das visões. Eu sou o anseio religioso de retornar à Fonte Primordial da Vida. No entanto, infiltro a profunda sabedoria interior de que a alma humana, o divino e todas as formas de vida estão interligadas. Quem me venera, anseia por paz e amor, e procura a salvação por meios divinos, destruindo a ênfase consciente no lado material da vida, de modo a que essa sensação possa ser vivenciada.

Ao longo destes doze passos, dos quais eu sou o último, é suposto uma criatura nascer e completar-se. Depois de ter passado pelo triplo Fogo (Carneiro. Leão, Sagitário), pelo triplo Ar (Gémeos, Balança, Aquário), a tripla Terra (Touro, Virgem Capricórnio) e por dois tipos de Água dissemelhantes (Caranguejo, Escorpião), essa entidade chega a mim e mergulha na última Água  – a do sonho e da compaixão, do sacrifício e do perdão, da inspiração e do Amor Maior. Deverá largar o lastro da discriminação, tudo integrar e amar a Totalidade. Mas como, no reverso da minha medalha, se inscrevem as atitudes evasivas, a ilusão, a irresponsabilidade e a apetência por paraísos artificiais, é inevitável que esse ciclo individual se feche de forma inconveniente. Assim, é imperioso recomeçar. Impõe-se abandonar o invólucro material, partir para outras paragens e aguardar por nova vez. Independentemente da época do ano que venha a presidir ao novo nascimento, o ciclo recomeçará do princípio, mas não partindo do zero em termos de evolução. As passagens acumular-se-ão até conclusão satisfatória. Então, já nada haverá para fazer na Terra. Para as entidades que chegam, por cá evoluem e partem para de novo regressar, eu sou O décimo segundo que perdoa e dissolve.

Simbiose de transição de Peixes para Carneiro

Este poema – que pode guardar  e oferecer – na voz do autor

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.