A arte de um ser português

Alberto Pimenta (um dos membros do júri que, em 1979, distinguiu o formato poético Simbiose com o Prémio de Revelação de Poesia), é o autor do programa A arte de ser português, transmitido pela RTP nos anos 70 do século passado. Aqui o homenageio, introduzindo o artigo indefinido “um” no título do seu programa. Ao alterar o sentido da frase, gerou o mote desta Simbiose. Uma espécie de autobiografia curta. Um bocadinho maior aqui.

Uma Simbiose parte sempre de um mote. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar outra palavra, que inicia uma das linhas do poema. O vídeo abaixo apresenta esse movimento das letras e, também, a minha leitura deste poema… que podes guardar e oferecer.

Pergunta (de um leitor imaginário) sobre este poema

Não te parece demasiado referir que “o Bom Lusitano, feito pateta, serve a um deus jarreta e pasmado, que só uma trela curta lhe deu”?

Não! Serás tu capaz de negar que, desde há séculos, a maioria da população tem andado presa por uma trela curta? Quando manifestas a tua indignação, não te ligam nenhuma, és desrespeitado ou, inclusive, agredido. Rafael Bordalo Pinheiro, criador da figura do Zé Povinho, foi muito perspicaz.
Historicamente, o resultado desta política tem sido lamentável.