Amor é um fogo que arde sem se ver

 Uma Simbiose parte sempre de um mote. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar outra palavra, que inicia uma das linhas do poema. O vídeo abaixo apresenta esse movimento das letras e, também, a minha leitura desta Simbiose… que podes guardar e oferecer.

A minha homenagem àquele que morreu na miséria e que, hoje, é tido como o maior da poesia portuguesa. Celebra-se a 10 de Junho, com pompa e circunstância.

Tudo isto é muito bonito, mas é preciso ter cuidado…

Pergunta (de uma leitora imaginária)  sobre esta Simbiose:

Porque é que o poema termina com reticências? 

Termina com reticências porque a definição do amor jamais pode ser concluída. Não é possível pôr um ponto final na descrição do que se sente. Logo, cada um descreve-o segundo a sua sensibilidade e estrutura emocional.

O soneto de Luís de Camões

Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

A minha leitura deste soneto

Análise deste soneto