Como os cães do Nilo te corro o corpo

É uma das Simbioses distinguidas, em 1979, com o prémio “Revelação” de Poesia
da Associação Portuguesa de Escritores.

Segundo li algures, na altura em escrevi esta poema, os cães do Nilo bebem água em movimento para não serem apanhados pelos crocodilos!

Um poema/simbiose parte sempre de um mote, que é o seu título. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar a primeira palavra de cada uma das linhas do poema. As “sobras” ficam arrumadas à esquerda e não fazem parte da leitura:

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Como-te, depois, o suor frio em várias voltas na catarse das nossas forças. E és tu que esperas que, dormente, a sombra dos meus olhos poise no teu peito, longamente. Arrepios são os suspiros que não damos. Corrosiva a ternura sedimenta-se, o olhar desvia-se. Corpo a corpo com as ideias, o afundamento dá-se.

A minha leitura deste poema/simbiose, que podes guardar e/ou oferecer

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