Erros meus…

Em Portugal sempre se praticou uma política de desapreço em relação aos criadores, quer pela generalidade da classe dirigente por falta de interesse, quer da população por carências de educação. A minha homenagem àquele que morreu na miséria e que, hoje, é tido como o maior da poesia portuguesa. Celebra-se a 10 de Junho, com pompa e circunstância.

Lendo a primeira linha desta Simbiose e o soneto a que ela diz respeito, dá a sensação de que Camões não conhecia O Terno Paradigma do Amor.

A minha leitura deste poema, que podes guardar e/ou oferecer

O soneto de Luís de Camões

Erros meus, má Fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

A minha leitura deste soneto, que podes guardar e/ou oferecer

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