Peçam e ser-vos-á dado

O mote desta Simbiose é uma frase bíblica, alegadamente proferida por uma figura muito conhecida do Cristianismo.

Este poema poderia ter participado na divulgação de um livro fundamental A Arte da (Co)Criação. Mas não participou. Contudo a relação entre o poema e o livro é óbvia.

Ilustração em vídeo com a voz do autor.

Uma pergunta que talvez lhe apeteça fazer sobre o que acabou de ler:

– Porque é que a pessoa que “pouco vê”, não sabe “o que deve ser respeitado”?

A pessoa “vê” pouco porque a sua consciência terrena não tem a capacidade de aceder às várias dimensões da Terra. É como estar a espreitar pelo buraco de uma fechadura; só vê uma pequena parte do que podia ser visto. Logo, não tem percepção da complexidade do sistema. Essa pessoa até pode respeitar os códigos da vida na Terra, porque são os únicos que conhece, mas não pode considerar os códigos das outras dimensões. Todavia, são eles que têm uma função decisiva no “envio” do que foi pedido.

Ao longo dos tempos nunca foi perceptível que “o que é dado”, parte de um plano diferente daquele de onde parte “o que é pedido”. O “pedinte”, por não ter consciência de onde parte a resposta, esquece-se de que ela chega num “idioma” diferente daquele em que foi feito o pedido. Por isso, a resposta corre o risco de não ser reconhecida.

Veja aqui outros poemas cujos motes são frase proferidas por figuras históricas.

Erros meus, má fortuna, amor ardente

 

Poema em formato Simbiose sobre o primeiro verso de um dos sonetos de Camões. Em Portugal sempre se praticou uma política de desapreço em relação aos criadores, quer pela classe dirigente, que, genericamente, é ignorante, quer pela população que, como não podia deixar de ser, foi estupidificada pelos ignorantes. A minha homenagem àquele que morreu na miséria e que, hoje, é tido como o maior poeta da língua portuguesa. Celebra-se a 10 de Junho com pompa e circunstância.

Erros meus, má Fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que já as frequências suas me ensinaram
A desejos deixar de ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!

Soneto comentado

Biografia de Luís de Camões

 

 

Ai flores do verde pino

ai_flores_moldura

Esta é uma das cantigas mais conhecidas de D. Dinis.
Trata-se de uma cantiga de amigo, isto é, um texto em que podemos imaginar a voz de uma mulher a falar do seu amado.

O que levaria um homem a escrever, assumindo uma voz feminina?
Provavelmente, seria uma maneira de imaginar uma situação por ele desejada: um encontro a sós com uma mulher que o espera ansiosamente.

No meu caso é a Deusa!

A cantiga de amigo completa e sua interpretação.

Amor é…

_amor_e_um_fogo

O mote desta Simbiose é o primeiro verso de um soneto de Luís de Camões


– Porque é que o poema acaba com reticências?

Porque a definição do amor jamais pode ser concluída.
Não é possível pôr um ponto final na descrição do que se sente,
quando entramos em contacto com uma vibração superior.
Logo, cada um sente-a e descreve-a segundo a sua estrutura emocional.

Comentários académicos ao soneto de Camões

Biografia breve de Luís de Camões