Muito obrigado pela visita!


Disse um dos gémeos: Aqui tens um naco de poesia, se ainda valer a pena!

Homessa! A transgressão vale sempre a pena! – respondeu o outro.

                                    Sobre a lisura branca do papel,
                                    Impressa por mão estranha, vão ficando
                                    Mutações transgressoras da Palavra.
                                    Bocados soltos de memória ancestral,
                                    Incompletos, onde escassamente se baseia
                                    O trabalho possível de todo o criador:
                                    Sonhar, dia e noite, a criação
                                    E reconhecer que, afinal, não é sua!

 


Veja aqui uma apresentação básica da forma Simbiose

No início de cada ano, organizamos o
“Concurso Simbioses – Brincando com as palavras”.
Este evento é divulgado na página das Simbioses do 
Facebook

Aqui tem o regulamento do concurso

Aqui tem a Simbiose premiada em 2017

Se pretende concorrer, não deixe de ver o vídeo abaixo,
onde se apresenta a demonstração gráfica da forma Simbiose.

*         *        *

Saiba como surgiu a ideia deste formato poético.

Informação adicional

Trata-se de uma forma poética criada por Vitorino de Sousa em 1979, à qual foi atribuída, nesse mesmo ano, o Prémio “Revelação” de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O trabalho premiado foi publicado pela Editora Arcádia, Lisboa (Coleção Licorne) em 1980, com prefácio de Alberto Pimenta, um dos elementos do júri do concurso. Está fora do mercado por encerramento da editora.

Simbioses de Vitorino de Sousa - Capa do Livro - 1979

Após a publicação desta obra, ainda em 1980, o autor, associando-se às comemorações do 4º centenário da morte de Luís Camões, compôs as SEIS RESPOSTAS A CAMÕES. Aqui, o mote das Simbioses foi o primeiro verso de seis dos mais conhecidos sonetos do autor de OS LUSÍADAS, alguns dos quais estão no botão “Motes alheios“.

Uma longa pausa decorreu então na produção e desenvolvimento desta forma poética: só em 1993, doze anos depois, foram escritos OS 12 ESTADOS DO SER, em que cada signo astrológico foi descrito com uma Simbiose. A obra foi publicada pela editora brasileira “Nova Fronteira”. Veja o botão “Motes astrológicos“.

Depois de outra pausa, desta vez ainda mais longa, o autor conclui, em 2014, OS PILARES DA LUCIDEZ: um conjunto de 80 Simbioses, cujos motes são os conceitos-chave das 80 lâminas do Tarot de Anura – uma das valências do SISTEMA ANURA, criado em colaboração com Esmeralda Rios. Veja o botão “Tarot de Anura“.

Também em 2014, o processo é retomado com “Motes do autor“.

Se lhe parecer difícil compor um mote, aqui tem um método infalível.

Muito obrigado pelo seu interesse.