Eu quero amar, amar perdidamente

O mote deste poema/simbiose é um dos versos do soneto “Amar” de Florbela Espanca

Um poema/simbiose parte sempre de um mote, que é o seu título. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar a primeira palavra de cada uma das linhas do poema. As “sobras” ficam arrumadas à esquerda e não fazem parte da leitura:

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Enquanto eu conviver com amantes que suspiram ilusões, que, dizendo amar, desabam afinal no Poço do Tormento, mais vale que eu ame livremente, sem líricas deduções: ame, não ‘perdidamente’, mas acordado, de pé, atento. Perdidos no infortúnio, amargurados e sem alento, dizem, mesmo assim, que a cantar têm os corações. Dá-me gana de dizer, suspirando, o que eu sustento: melhor seria terem os peitos cantando outras canções. Enfim! Parecendo não saciados de estragadas emoções, tecem paixões vibrantes por quem lhes chega cinzento.

A minha leitura deste poema/simbiose, que podes guardar e/ou oferecer

O soneto ‘Amar’ de Florbela Espanca

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