Fecham-se os dedos donde corre a esperança

O mote deste poema/simbiose é o primeiro verso de “Soneto”
de Ary dos Santos

Um poema/simbiose parte sempre de um mote, que é o seu título. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar a primeira palavra de cada uma das linhas do poema. As “sobras” ficam arrumadas à esquerda e não fazem parte da leitura:

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Fecundos são os meus dedos que tecem esta escrita. Amando o seu dono (que os anima com a Mente Maior), servem a escrita dele que nunca a banalidade imita. Os dedos meus não se fecham, como os do Ary poeta; doseiam o fluxo e a tensão do que me corre na Veia, detendo-se apenas para ver o alvo para onde sai a seta. Correm depois saltitando, tangendo o seu tambor, alegres por terem registado o que, lido, me faz calor. Esperando que a apatia que antes viveram não se repita, acenam à Musa Menina quando Ela, acordando, se agita.

A minha leitura deste poema/simbiose, para guardar e/ou oferecer

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 “Soneto”, de Ary dos Santos