Motes do Autor

Os poemas/simbiose apresentados nesta página estão distribuídos por vários grupos, consoante a sua natureza. A montagem e a sonorização dos vídeos são da minha responsabilidade.
As imagens utilizadas são da minha autoria, excepto a foto de “O feroz fogo lavra e o triste lavrador fenece” do conjunto “Ai Portugal, Portugal!”

Conjunto
A minha Musa Menina
É bom sentir a Musa Menina quando escrevo
A arte de um ser português
Comigo me desavim
Fecham-se os dedos donde corre a esperança
Andar assim, parado, é perdurar na incerteza
Fiz com as fadas uma aliança
Quando escrevo, visito-me solenemente
Nem um poema, nem um verso, nem um canto
Quem espera, desespera… ou sempre alcança?
Conclusão com agradecimento

 

Conjunto
Confissões de um poeta simbiótico
José Vitorino de Sousa Bartolomeu
A Grande Consciência Primordial
A solidão é uma forma tímida de tristeza
O fundamento da Grande União
Ai flores, ai flores do verde pino (Dom Dinis)
Eu quero amar, amar perdidamente (Florbela Espanca)
A pureza da Criança
A Palavra é a raiz da Criação
Um colaborador visível
A cura pelas vias naturais
O que faz falta é avisar a malta (José Afonso)

O Mensageiro do Amor
Vivendo em paz, o meu coração sente-se agradecido
Para ti, quanto vale a minha poesia?
O arquétipo da energia masculina
A herança genética
Um conhecimento para a minha liberdade

 

Conjunto
Ai Portugal, Portugal !
A superação do que é sombrio
A transcendência do que foi dividido
Na realidade global
Quando o coração se cala, a vida toda reclama
A Palavra é a raiz da Criação
Reprimir o que é brilhante, mata o que é emocionante
O feroz fogo lavra e o triste lavrador fenece
Neste pântano onde nos temos vindo a cansar
As Portadoras da Perfeição
O ódio que mata, impede que a paz à porta bata

Conjunto
Para ti, que gostas da coisa com alguma graça
Tenho de andar para não engordar
A revelação de um segredo
Pára e escuta, flor do meu martírio
A metamorfose essencial
A libertação completa da dor
A tua realização prática
A alquimia necessária
Se queres encantamento, senta a paz no trono do pensamento
A rendição total
Um convite à renovação
Na realidade global
O poder do mundo vegetal

Conjunto
Olhos nos Olhos
A base material
Para transcender a vida terrena
A Luz em ti soterrada, põe a fera em ti mui afetada
Se te expressas com muito açúcar, destróis a firmeza
O terno Paradigma do Amor
O conhecimento direto
Copiando a luz, não a criando, nada se supera
Os potenciais do teu futuro
O engano cego
Quando a faísca se apaga, começa a sonhar com a chama
Só viverás a paz eternamente quando viveres desprendidamente
O código genético da humanidade
Na realidade global
O Espírito escurece quando não tens os pés no chão

Conjunto
Para ti, homem, quer sejas educado ou assim-assim
A compaixão é o fruto inevitável da lucidez adquirida
A alquimia humana
Os registos estelares
Os entraves súbitos
Muitos são os chamados, poucos são os escolhidos

Conjunto
Para nós: tu, eu e os outros que se entendem em português
O Som criativo original
A capacidade de repartir
A alta origem da existência
Maltratando o que é sagrado, conspurcas o Infinito
A intuição pura e dura
A Fonte Branca do pensamento
A lucidez necessária
Os que abrem as velas ao sopro dos ventos
Vivendo essa crença, entre ti e a escuridão não há diferença
A chave da suprema lucidez


Conjunto
Poemas de Amores
Eu quero amar, amar perdidamente (Florbela Espanca)
Alma minha gentil, que te partiste (Luís de Camões)
O adjetivo é o sal da escrita
Nada tens de imperfeito; só o Amor está velado no teu peito
Quem nasceu para amar, acalma desatinos
Pára e escuta, flor do meu martírio
Como os cães do Nilo te corro o corpo
O Amor Integral
O equilíbrio Feminino-Masculino
Os velhos impedimentos
Amor é um fogo que arde sem se ver (Luís de Camões)

Conjunto
Reflexões
genéricas, tipo desabafos
A vitalidade essencial
O crescimento natural
A Guardiã dos Arquivos
De ti vem a luz que me solta as crinas
O frio do inverno copia o sabor da nossa melancolia
A transcendência do que foi dividido
Com a morte física, tudo o que é material se perde
Os Códigos para os Novos Tempos
A herança genética
A pureza de toda a criação
As forças de concretização

Conjunto
Para ti, mulher, estejas no ‘caminho espiritual’ ou no ‘sem saída’
O Feminino no âmbito da Terra
Penitência diz a hidra quando há seca
A sabedoria do Feminino
Se te expressas com muito açúcar, destróis a firmeza
A timidez que nasce do silêncio fechado
As peganhentas, cínicas e maldosas
Cântico das belas bruxas sadias
Ingénuas, logo mui despassaradas
O encanto que nasce da intuição fogosa
Se não fazes birra, do Mago Rei não terás mirra
O Espírito escurece quando não tens os pés no chão

 


Conjunto
Para ti, homem, se és um Plantador da Carência
Sejam firmes mas doces
No céu cinzento sob o astro mudo (José Afonso)
Os cavalos de briga, se divergem, destroçam a quadriga
O arquétipo da energia masculina
A fertilidade da Vida
O domínio da cegueira
A comunhão com a vida
A pobreza é a pior forma de violência (Gandhi)
Sai do teu pedestal e bebe o que está dentro do Graal
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (Luís de Camões)
A alta origem da existência

Conclusão suplicante
O ponto de partida


Como se escreve poesia no formato “simbiose”?