Nem um poema, nem um verso, nem um canto

O mote deste poema/simbiose foi retirado de
‘Cantiga de Amigo’, de Ary dos Santos 

Um poema/simbiose parte sempre de um mote, que é o seu título. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar a primeira palavra de cada uma das linhas do poema. As “sobras” ficam arrumadas à esquerda e não fazem parte da leitura:

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Nem sequer uma trova, vejam só, me apetece neste momento. Uma sombra branca, alada, toma-me os olhos quase fechados, pondo neles o Sopro Sagrado que, se irado, se chama Vento. Nem um cântico pretendo, mesmo que me desse alento. Só quero este Sopro que, rasando os meus olhos cansados, mareja o meu olhar com o frescor da Fonte do Talento. Uma ode triste, mesmo inspirada, não tem aqui cabimento. Canto só o silêncio de que os meus ouvidos estão atestados, ouvindo a doce voz da Musa Menina que sempre invento.

A minha leitura deste poema/simbiose, para guardar e/ou oferecer

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“Cantiga de Amigo”, de Ary dos Santos