No céu cinzento sob o astro mudo

O mote deste poema/simbiose, é o primeiro verso de “Os Vampiros” de José Afonso. 

Um poema/simbiose parte sempre de um mote, que é o seu título. Partes das palavras desse mote são usadas para gerar a primeira palavra de cada uma das linhas do poema. As “sobras” ficam arrumadas à esquerda e não fazem parte da leitura:

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Cedo nos arrebatam a vida que almejamos, cimentando o pão que, calados, depois roemos. E nós, ofertando ao céu os feles que bebemos, tocamos, assim cremos, no Deus que amamos. Soterrando a dignidade a que aspiramos, sacam ouro das lágrimas que vertemos. Tirando o ar, dão-nos o vácuo que inspiramos rosnando à volta das côdeas que comemos. Muito haveria a dizer sobre os vampiros do Zeca, doutores predadores que a Política emboneca.

A minha leitura deste poema/simbiose, que podes guardar e/ou oferecer

Sugestão de leitura complementar