Quando escrevo, visito-me solenemente

O mote deste poema/simbiose é uma frase do
Livro do Desassossego, de Bernardo Soares/Fernando Pessoa 
:


A expressão entre aspas da última linha deste poema/simbiose
é o último verso de “Isto” de Fernando Pessoa

Versão desformatada para quem acha o formato ‘simbiose’ muito complicado:

Aninho-me dentro de mim quando a Menina me toca. Dolente estava, mas logo arrebito, fresco, não azedado. Estando em mim, bem animado, largo o que me sufoca, crendo que, se me sinto assim, nada pode estar errado. Vista grossa faço ao que, lá fora, gera ruído e brado, mesmo que, trivial sendo, alarido no vulgo provoca. Só vale o que, tendo sido pela Musa Menina beijado, leva a minha alma para onde o Rio Génio desemboca. Merdices de vaidoso, dizes tu? O teu olhar não me vê! Temo que ainda ignores que “Sentir? Sinta quem lê”!

A minha leitura deste poema/simbiose, para guardar e/ou oferecer

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